Palitando

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As Olívias Riopretam

de As Olívias | Sexta, 8 de Fevereiro de 2008

Finalmente sacudimos a poeira deste blog! Desde outubro do ano passado resolvemos descansar um pouquinho para organizarmos os projetos para 2008. Nesse tempo, aproveitamos pra finalizar o DVD d´As Olívias, que nos encheu de orgulho e que já está circulando por aí, e também para nos aventurarmos no YouTube, criando vídeos exclusivos com idéias cretinas que pupulavam em nossas cabecinhas.

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Olívia amarela dando uma de fotógrafa na coxia do Teatro Municipal de Rio Preto

Os projetos deram certo e já começamos ano com agenda cheia até julho! Pra começar, o Janeiro Brasileiro da Comédia, em São José do Rio Preto, um dos maiores festivais do gênero no país. Foi tuuuuudo de bom, a começar pela recepção da nossa queridíssima Drika Pereira, que foi nosso anjo durante os 3 dias que ficamos por lá. Não é à toa que ela ganhou o “Se vira nos 30″, no Faustão, sambando em cima de uma perna de pau - a mulher não pára! E o público, então? Tivemos que abrir uma terceira sessão extra devido à procura: e tome teatro lotado, gente nos corredores e muita receptividade!

drika - drika
Nós e Drika

A idéia do Festival é ótima e não se restringe só à apresentação dos espetáculos. Tem debate, crítica, oficinas com os artistas - coisa rara no âmbito da comédia. Nosso debate foi mediado pelo professor Alexandre Mate, que fez observações muito bacanas sobre os pontos de contato do nosso espetáculo com o teatro de revista. O público participa ativamente dessas atividades e é um retorno fantástico. Muitos queriam saber do nosso processo de criação, a história do grupo e como vivemos do nosso trabalho. Entre as pérolas, a revelação de um rapaz de que a Olívia Amarela é a cara da Gina, dos palitos! E não é mesmo?

debate 1 - debate 1
magrelas (e outros nem tanto) na berlinda, com Alexandre Mate

A crítica ficou por conta do Sérgio Sálvia Coelho, da Folha, e pode ser lida aqui. Já no debate, ele fez uma colocação sobre a questão da “representação da imagem feminina” dentro no espetáculo. Tentamos explicar que não nos preocupamos muito com a questão do estereótipo na representação da mulher, nem do homem, nem de qualquer outra “classe”. Não temos compromisso com nenhuma causa. Nosso trabalho está pautado sobre nossa visão peculiar das questões do cotidiano e, portanto, ela não está desvinculada dos estereótipos que carregamos ou identificamos nas situações - o que nos interessa é que tenhamos um olhar crítico sobre eles, como matéria prima para o humor. É claro que existe um cuidado na seleção do que vai ao palco, mas este cuidado, em nossa opinião, nunca deve se basear na cartilha do “politicamente correto”, senão corremos o risco de subvertermos o sentido do humor que fazemos. A única coisa que sabemos é que não podemos ter medo dos estereótipos. Tentamos, então, apenas observar as pessoas, as situações e exercitar o nosso olhar sobre elas. No fim, ele não se convenceu muito. Googlando por aí, achamos uma outra consideração bem interessante neste blog, que viu a questão por outro lado.

Pra terminar, não poderíamos deixar de falar sobre a oficina que ministramos sobre a improvisação no humor. Pena que foi tão rápido, pois garantiu muita diversão e uma troca de experiências muito rica pro grupo. Nossos oficineiros riopretenses foram de uma desinibição ímpar! Além de palitarem, improvisaram cenas hilárias e completamente inusitadas:

mosaico copy - mosaico copy
oficina1 - oficina1

Ficam aqui os nossos agradecimento ao Jorge Vermelho e a toda equipe do Festival! Esperamos voltar pra Rio Preto em breve!

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Um comentário para “ As Olívias Riopretam ”

  1. Mari Says:
    Sexta, 22 de Fevereiro de 2008 at 17:23

    Não poderia deixar de escrever aqui, já que ir a Rio Preto foi meu segundo momento Tieta com As Olívias (o primeiro foi em Campinas, cidade onde vivi a vida toda praticamente) - já que Rio Preto foi a cidade que recebeu esse ser que vos fala na sua primeira incursão ao mundo (vulgo nascimento). Sim, eu sou riopretense, tá no RG, e na familhada toda que compareceu em peso ao Teatro (graças a Deus não levaram faixas com o meu nome, que é a cara deles!). E quero dizer que fomos recebidos na cidade como eu sempre a reconheci: cidade-materna! Toda a equipe do Festival arrasou e o público riopretense não deixou por menos. Nos divertimos muito, mas foi tudo tão corrido que nem deu pra organizar aquele churras com os Elias. Numa próxima, quem sabe?

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