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Com um pé no nariz vermelho

de Sheila | Terça, 12 de Dezembro de 2006

Já faz tempo que ensaio um post nesse fantástico blog, e eis que o momento exige um depoimento meu.

Tudo começou lá por 1998 ou 1999, quando, por acidente, fui parar na platéia do Midnight Clowns, espetáculo realizado pelos artistas dos Doutores da Alegria. Desavisada, não tinha idéia de como funcionava o espetáculo (uma série de esquetes apresentadas pelos palhaços dos Doutores, intercaladas pelos comentários da crítica especializada Elizabeth de Queen – a fenomenal Bete Dorgam).

Preciso dizer que minha vida nunca mais foi a mesma depois dessa noite. Eu assistia àquilo tudo petrificada, sem entender COMO nem POR QUE eles faziam o que faziam. Lembro de ter me perguntado por dias e dias “como é que eles têm coragem de fazer isso?”. E sempre com essa coceirinha, virei fã não só dos artistas dos Doutores, mas também de alguns outros que se dedicam à arte do palhaço, linguagem que depois eu viria a pesquisar.

A partir de então, eu podia ser encontrada na platéia de cada uma das edições do Midnight Clowns, sempre boquiaberta com a cara-de-pau daquelas figuras, e sonhando com o dia em que eu pisaria naquele palco. Na verdade, esse dia veio antes do que eu imaginava, em 2002, por um convite do Fábio Herford, do impagável grupo TelaViva. Foram duas apresentações bem bacanas, mas infelizmente, sem a participação da Elizabeth de Queen, o que me deixou com um certo vazio.

Agora imaginem a minha felicidade ao receber do Ângelo Brandini, ator e coordenador de criação dos Doutores, o convite para que AS OLÍVIAS integrassem a edição de 2006 do Midnight… Nós admiramos imensamente o trabalho dos caras, tanto no que diz respeito ao trabalho da instituição Doutores da Alegria, quanto aos caminhos individuais de cada um dos artistas.

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Ouvindo os comentários da crítica, com Ângelo Brandini, quebrando o galho de Midnight Girl

Fomos incrivelmente bem recebidas por todos, em especial pelo Wellington Nogueira, ator, fundador e coordenador geral dos Doutores. E poder fazer parte do enorme time que trabalha para esse espetáculo acontecer foi nada menos que uma honra.

Equipe afinada e platéia lotada, pudemos aproveitar o “luxo e riqueza” das instalações do Hotel Renaissance. Afinal, não é todo dia que encontramos um camarim com sofás, poltronas, tapetes, comidinhas e uma mesa de reunião maior que a do Roberto Justus. AS OLÍVIAS não sabiam nem como se comportar.

As apresentações foram MARAVILHOSAS! A platéia estava animadérrima, a Bandinha Midnight com a corda toda, as Midnight Girls prestativas como sempre e as críticas especializadas (Irmã Selma, o hilário Octávio Mendes, na sexta, e Elizabeth de Queen, nossa diva Bete Dorgam no sábado) espinafrando tudo e todos.

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Com o mestre de cerimônia Calvin Clown (Wellington Nogueira)

Sem me dar conta, acabei fechando um ciclo, pelo menos conceitualmente, ao relembrar que uma das coisas que persigo ao fazer parte das OLÍVIAS – a sensação da platéia de “eu não acredito que elas estão fazendo isso!” – me foi apresentada na primeira vez em que me deparei com o Midnight Clowns.

Transbordando de alegria, agradecemos a todos que fizeram parte desse momento conosco.

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2 comentários para “ Com um pé no nariz vermelho ”

  1. Thá Says:
    Terça, 12 de Dezembro de 2006 at 18:16

    Lindas! Vocês estavam ótimas no Midnight Clowns! Eu imagino como vc deve ter ficado ao lado de profissionais que vocês admiram tanto. Adoro vcs e vocês merecem o melhor, sempre! Bjao.

  2. Mayra Says:
    Domingo, 17 de Dezembro de 2006 at 16:36

    Mó orgulho de vcs.
    Sabe que eu senti uma certa semelhança entre a Elizabeth de Queen e a Olívia que mata demais…não sei…
    Ah, eu gravei as cenas e as críticas. Se um dia vcs quiserem rever a participação…é só avisar…

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